KTM 1190 Supermoto: Detalhes de Motorização

KTM 1190 supermoto chega como a obra‑prima de Max Hazan, que transformou a Adventure R de 2016 em um supermoto de alta performance, combinando potência extra, redução de peso e estética agressiva.

A versão de fábrica entrega 147,5 cv a 9.500 rpm e torque de 12,5 kgfm, com um chassi de 217 kg (seco). Após a reprogramação da ECU pela Rottweiler Performance, a potência sobe para cerca de 162,5 cv, enquanto o peso cai aproximadamente 40 kg, resultando em 177 kg secos, o que eleva a relação peso/potência para níveis de superbike.

KTM 1190 Adventure R reconfigurada como supermoto por Max Hazan, exibindo chassis reestruturado, rodas Marchesini e para‑brisas customizado.
KTM 1190 Adventure R convertida em supermoto por Max Hazan, destacando o novo chassis e as rodas Marchesini de 17 polegadas. (Foto: Reprodução / Bikeexif)
KTM 1190 Adventure R reconfigurada como supermoto por Max Hazan, exibindo chassis reestruturado, rodas Marchesini e para‑brisas customizado.
KTM 1190 Adventure R convertida em supermoto por Max Hazan, destacando o novo chassis e as rodas Marchesini de 17 polegadas. (Foto: Reprodução / Bikeexif)

Chassi, Ciclística e Eletrônica

Max manteve a suspensão dianteira WP de 220 mm, porém trocou o braço traseiro por um swingarm RC8 da KTM, encontrado no eBay, e o combinou com um amortecedor Öhlins originalmente projetado para a Yamaha R1, ajustado com mola personalizada para uso urbano. As rodas Marchesini M10 forjadas de 17 polegadas substituem as originais 21/18, proporcionando menor diâmetro e melhor resposta em curvas.

Os freios foram equipados com pinças Brembo e rotores Ducati, garantindo capacidade de frenagem superior. O ABS e o controle de tração permanecem instalados, porém foram desativados nas sessões de pista para evitar interferência excessiva. O painel mantém os mostradores originais, mas incorpora um novo interruptor para reativar os sistemas eletrônicos quando necessário.

KTM 1190 Supermoto vs. Rivais no Brasil

O mercado brasileiro de supermotos de grande cilindrada ainda é escasso; os principais concorrentes são a Yamaha MT‑09 (847 cc) e a Honda CB‑1000R (998 cc), ambas com potência em torno de 115‑143 cv e peso superior a 210 kg. Em comparação, a KTM 1190 supermoto oferece mais potência, menor peso e um caráter off‑road ainda presente, apesar de ser focada em asfalto.

  • Potência: 162,5 cv (≈15 cv a mais que a versão original)
  • Peso seco: 177 kg (≈40 kg a menos)
  • Suspensão: WP 220 mm na frente + swingarm RC8 + Öhlins traseiro
  • Freios: Pinças Brembo + rotores Ducati
  • Rodas: Marchesini M10 17″ forged
  • Exaustão: Akrapovič titanium rally‑spec
  • Capacidade de combustível: 4 tanques totalizando 30 L

Comparativo com o Mercado Brasileiro e Rivais

No Brasil, a maior parte das motos de aventura de alta cilindrada ainda circula como modelos de fábrica, como a BMW F 850 GS ou a Honda Africa Twin, cujos preços giram entre R$ 70 mil e R$ 120 mil. A KTM 1190 supermoto, apesar de ser um projeto custom, teria um preço estimado acima de R$ 150 mil, posicionando‑se como um nicho exclusivo para entusiastas que buscam desempenho de pista com a robustez de uma aventura.

Em termos de ergonomia, a postura mais agressiva do supermoto contrasta com a posição mais ereta das adventure bikes brasileiras, oferecendo maior feedback ao piloto nas curvas de alta velocidade. A presença de um para‑brisas inspirado na 950SMR acrescenta conforto em longas viagens, algo que muitas supermotos de rua não oferecem.

O que esperar nas ruas brasileiras

Com a potência elevada e a redução de peso, a KTM 1190 supermoto se destaca em trechos urbanos e autovias, mas exige cautela nas vias com qualidade de pavimento irregular, já que a suspensão foi afinada para uso predominantemente em asfalto. A capacidade de 30 L de combustível garante autonomia para percursos longos, enquanto o sistema de resfriamento duplo (radiadores Ducati) mantém a temperatura sob controle mesmo nos engarrafamentos de São Paulo.

Para quem acompanha a cena de customizações, a obra de Max Hazan demonstra que transformar uma moto de rally em supermoto é viável, embora o custo e a complexidade sejam elevados. A combinação de componentes premium, como as rodas Marchesini e o escape Akrapovič, eleva o projeto a um patamar de colecionador.

Se quiser entender mais sobre como avaliações de motos customizadas são feitas, leia nosso artigo sobre a KTM 450 Rally Replica. Para detalhes da marca, acesse a página da KTM. Mais avaliações podem ser encontradas na categoria Avaliações e Testes. Fonte oficial: ktm.com.

Fonte: bikeexif.com